segunda-feira, 16 de abril de 2012

Mercantilismo



Mercantilismo surgiu na Idade Média, quando a Europa estava passando por uma crise de escassez de ouro e prata, não tendo metais suficientes para atender o crescimento do comércio. O Mercantilismo não é um sistema econômico, mas sim uma doutrina, um conjunto de práticas econômicas dos Estados europeus da época, pois o sistema econômico presente na Europa já era o capitalismo comercial. A principal ideia do Mercantilismo é que a riqueza de uma nação é medida pela quantidade de ouro e prata acumulados, essa definição ficou conhecida como metalismo.
De um modo geral, o principal objetivo do Mercantilismo foi o fortalecimento do Estado e consequentemente o enriquecimento da burguesia mercantil. Para isso, houve uma forte intervenção do Estado na economia com a finalidade de unificar o mercado interno e formar fortes Estados nacionais. Além disso, o Mercantilismo estava baseado nos incentivos às manufaturas para serem exportadas e assim gerar bons lucros; no protecionismo alfandegário, ou seja, no favorecimento à exportação e desfavorecendo à importação por meio de implantação de tarifas alfandegárias que barrassem a entradas de produtos importados; na balança comercial favorável; na soma zero, pois o volume de riquezas do mundo é inalterável, assim, para que uma nação enriquecesse, outra teria que empobrecer;  na exploração e conquista de colônias que pudessem trazer metais preciosos para a metrópole; e no comércio colonial monopolizado, ou seja, as colônias deveriam comercializar exclusivamente com sua metrópole. Além disso, o Mercantilismo pretendia desenvolver a indústria, promover o crescimento do comércio e expandir o poderio naval.
Mercantilismo
O Mercantilismo tomou diversas formas em alguns países. Na Espanha, predominou o mercantilismo metalista, pois esse país tirava todos os metais preciosos de suas colônias de forma exagerada. O mercantilismo comercial se desenvolveu na Inglaterra e na França teve o mercantilismo industrial  onde se produziam manufaturas de luxo. Já Portugal desenvolveu o mercantilismo comercial quando comprava e vendia especiarias do Oriente, o de plantagem quando plantava para o mercado internacional, o metalista com a descoberta do ouro nas Minas Gerais e também o industrial depois da crise do ouro no Brasil que nessa época era sua colônia.

Por fim, o Mercantilismo foi importante para o crescimento econômico e para a expansão do capitalismo, entretanto, as ideias dos mercantilistas foram derrubadas pelo Iluminismo e o Liberalismo econômico que defendiam um mercado livre, sem intervenção do Estado.

O mercantilismo envolve um conjunto de práticas e teorias econômicas desenvolvidas ao longo da Idade Moderna. Nesse contexto histórico, observamos a relevante associação entre os Estados nacionais, que buscavam meios de fortalecer seu poder político, e a classe burguesa responsável pelo empreendimento das atividades comerciais. Essa experiência de longo prazo teve grande importância para a acumulação primitiva de capitais.

Essa fase de acumulação de capitais (dinheiro, máquinas, bens de consumo e construções) seria de suma importância para que o sistema capitalista fosse instituído. A reunião dessas riquezas foi possível por meio de importantes transformações experimentadas no fim da Idade Média. Entre outros fatores podemos salientar a distensão das obrigações feudais, a apropriação dos meios de produção artesanal, a ampliação do trabalho assalariado e a formação de um mercado mundial.


O processo de complexificação da economia foi responsável pela disputa comercial entre as nações que se formavam nesse período. A disputa pelos mercados criou uma situação de grande rivalidade onde cada um dos estados nacionais buscava a incessante ampliação de seus lucros e o fortalecimento da sua economia. Nesse sentido, a teria da balança comercial favorável estipulava que uma economia nacional forte dependeria de um volume de exportações superior ao das importações.


No entanto, a manutenção de um alto nível de exportações exigia um tipo de economia dinâmica que atuasse em diferentes campos da produção manufatureira. Sem atender esse tipo de característica, uma economia nacional estaria à mercê dos produtos de outra nação, criando uma relação de dependência econômica. Uma outra tese defendida pela teoria mercantilista exigia que o país fosse capaz de acumular um grande número de metais preciosos. Dessa forma, os governos mercantilistas procuravam acumular metais preciosos e evitar a perda de moedas de sua economia.


Em contexto econômico tão concorrencial, os Estados mercantilistas impunham pesadas taxas alfandegárias que encareciam a entrada de produtos importados em sua economia. Outra prática comum era a constituição de monopólios comercias que privilegiassem a entrada de seus produtos em uma região colonizada ou em países que tivessem grande demanda de um determinado produto. De forma geral, a economia mercantilista concebeu a criação de um estado intervencionista capaz de atender as demandas de sua própria economia.

A possibilidade de intervenção do Estado na economia era uma questão delicada no interior das monarquias nacionais europeias. Muitas vezes, as ações do governo iam de encontro com costumes outrora estabelecidos ou exigiam a quebra dos privilégios de determinados grupos sociais e econômicos. Sendo uma experiência de longo prazo, o mercantilismo abriu portas para a criação de uma economia capitalista integrada internacionalmente.




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