terça-feira, 21 de agosto de 2012

Apodítico

"Diz se de uma verdade ou argumento evidentes por si, não necessitando de provas para serem compreendidos e aceitos."
LAPORTE, Ana Maria et al. Para Filosofar. São Paulo: Scipione, [S.d.], p. 305.



lat. apodictica; al. Apodiktik; it. Apodittica

Do grego apodeiktikós = demonstrativo

Parte da lógica que tem por objeto a demonstração.




Entre as partes especiais da lógica precede por dignidade a que tem por objeto a verdade necessária, isto é, a verdade propriamente dita, e que nos conduz através da apodixe, isto é, a demonstração à ciência, de modo que é justamente chamada de apodítica ou epistemônica. Esse nome depois foi raramente usado.

Empregado por Aristóteles, que chamava ao processo de prova que deduz uma proposição de outra, que lhe é superior, na qual se acha implicitamente incluída. Aristóteles fazia uma distinção entre as proposições susceptíveis de ser contraditadas, ou sujeitas às discussões dialéticas, e as que são o resultado de uma demonstração. A estas últimas chamava de apodíticas.

Usada, depois, por Kant, que a divulgou na classificação das três modalidades dos juízos. Kant emprega-a no sentido dos juízos que estão acima de qualquer contradição, que são necessariamente verdadeiros (em oposição aos assertóricos, e aos problemáticos).

juízo assertórico é o que afirma algo existente, uma verdade de fato. O juízo apodítico, a necessidade do afirmado, quer a necessidade física (própria das leis. cuja negação não implica contradição), matemática ou metafísica, que é uma necessidade incondicionada ou absoluta. O juízo problemático caracteriza-se pela contingência de seu enunciado.Assim: «hoje chove» é um juízo assertórico; «os corpos pesados devem cair» é um juízo apodítico (de ordem física); «o todo é necessariamente maior que qualquer de suas partes», é um juízo apodítico de necessidade matemática; «o antecedente é necessariamente anterior ao consequente» é um juízo apodítico de necessidade metafísica. 


Chama-se apodíctico àquilo que vale de um modo necessário e incondicionado.

termo “apodíctico” usa-se na lógica, com dois sentidos. Por um lado, refere-se ao silogismo, por outro, à proposição e ao juízo.

O apodíctico no silogismo: nos TópicosAristóteles dividiu os silogismos em três espécies: os apodícticos, os dialécticos e os sofísticos ou erísticos.

O silogismo apodíctico é o silogismo cujas premissas são verdadeiras, e tais que “o conhecimento que temos delas tem a sua origem em premissas primeiras e verdadeiras”. Esse silogismo chama-se também comumente demonstrativo.

O apodíctico na proposição e no juízo

Como uma das espécies das proposições modais, as proposições apodícticas expressam a necessidade, isto é, a necessidade de que s seja p ou a impossibilidade de que s não seja p.

O emprego mais conhecido é o que se encontra no quadro dos juízos como fundamento do quadro das categorias. Segundo a primeira, os juízos apodíctico são uma das três espécies de juízos de modalidade. Os juízos apodícticos são juízos logicamente necessários, expressos sob a forma “s é necessariamente p”, ao contrário dos juízos assertóricos ou de realidade ou dos juízos problemáticos ou de contingência (Crítica da Razão Pura).

Um uso menos conhecido de apodíctico, em Kant, é o que aplica esse termo a proposições que estejam unidas à consciência da sua necessidade. Os princípios da matemática são, segundo Kant, apodícticos. as proposições apodícticas são, em parte, “demonstráveis”, e, em parte, “imediatamente certas”.

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